Maria Gladys, um dos maiores nomes da dramaturgia brasileira, voltou aos holofotes recentemente após sua filha, Maria Thereza Mello, revelar que não sabia o paradeiro da mãe no início deste ano. A situação gerou preocupação, mas, para alívio dos fãs e familiares, a atriz foi localizada em segurança. Essa notícia reacendeu o carinho e admiração por sua longa e marcante trajetória no teatro, cinema e televisão.
Com 85 anos, Maria Gladys não é apenas reconhecida por seus papéis memoráveis, mas também por ser mãe de três filhos e avó da atriz britânica Mia Goth, que brilha no cenário hollywoodiano. Sua história de vida mistura arte, superação e autenticidade.
Um início repleto de desafios
Nascida no bairro de Cachambi, no Rio de Janeiro, Maria Gladys enfrentou dificuldades desde cedo. Aos 15 anos, tornou-se mãe solteira de Glayson. Determinada a encontrar melhores oportunidades, mudou-se para a cidade do Rio de Janeiro, onde se aproximou de grandes nomes da música brasileira, como Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Tim Maia. Inclusive, foi a primeira namorada oficial de Roberto Carlos, mas optou por seguir sua paixão pelas artes após o fim do relacionamento.
Consagração no teatro e na televisão
A paixão pelo teatro começou em 1959, quando Maria Gladys estreou na peça O Mambembe ao lado de Fernanda Montenegro. No entanto, foi com O Chão dos Penitentes que ela fez história, tornando-se a primeira atriz profissional a posar nua em um cartaz teatral, um marco para a liberdade artística no Brasil.
Na televisão, brilhou em novelas como Vale Tudo (1988) e As Noivas de Copacabana (1992), conquistando o público com personagens carismáticas e autênticas. Mesmo afastada das telas desde 2012, continua envolvida com o cinema, como no filme de terror Privadas de Suas Vidas, ainda sem data de estreia.
Vida internacional e retorno ao Brasil
Maria Gladys também viveu períodos no exterior. Em Londres, foi onde nasceu sua neta, Mia Goth. Em 2014, estabeleceu-se em Minas Gerais, mas voltou ao Rio de Janeiro quase uma década depois, onde reside atualmente.

Defesa de causas sociais e autenticidade
Com um estilo de vida livre e autêntico, Maria Gladys se autodenomina “hippie” e defende causas como a legalização da maconha. Em entrevistas, critica a hipocrisia em torno da proibição e ressalta sua postura de protesto. Além disso, sua trajetória é marcada por lutas em prol da liberdade de expressão e pelos direitos sociais.
Um legado inspirador
Aos 85 anos, Maria Gladys permanece como uma fonte de inspiração, representando a força da arte e da autenticidade. Seu legado vai além dos palcos e telas, simbolizando resistência e paixão pela cultura brasileira. Sua história prova que talento e coragem são atemporais.
