A eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 ultrapassou rapidamente o campo esportivo e passou a ocupar espaço no debate político nacional. Horas após a derrota por 2 a 1, o senador Flávio Bolsonaro e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro utilizaram as redes sociais para relacionar o resultado ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As publicações repercutiram amplamente entre apoiadores e críticos, ampliando o debate sobre a crescente mistura entre futebol e política.
O Brasil foi eliminado após perder por 2 a 1 para a Noruega, em partida disputada no MetLife Stadium, em Nova Jersey. O atacante Erling Haaland marcou os dois gols da equipe europeia, enquanto Neymar descontou para a Seleção nos minutos finais, em cobrança de pênalti. O resultado encerrou a campanha brasileira ainda nas oitavas de final, frustrando a expectativa de conquistar o hexacampeonato mundial.
Logo após o apito final, Flávio Bolsonaro publicou uma mensagem afirmando que, desde que o Partido dos Trabalhadores chegou ao poder, o Brasil não voltou a conquistar uma Copa do Mundo. Na postagem, o senador escreveu que o país “perdeu a Copa, mas vai ganhar o Brasil”, fazendo uma associação entre o desempenho esportivo e o cenário político nacional.
Eduardo Bolsonaro também comentou a eliminação nas redes sociais. Em uma das publicações, associou o número 13, tradicionalmente ligado ao PT, ao pênalti desperdiçado por Bruno Guimarães durante a partida. Em outra postagem, compartilhou uma imagem do ex-presidente Jair Bolsonaro ao lado da Seleção Brasileira após a conquista da Copa América de 2019, acompanhada da frase: “Perdemos a Copa, mas vamos ganhar o país”.
As declarações rapidamente provocaram reações nas redes sociais. Enquanto apoiadores dos parlamentares reforçaram o discurso político, outros usuários criticaram a tentativa de relacionar o resultado esportivo ao governo federal. O episódio também alimentou discussões sobre a politização do futebol, fenômeno que tem se tornado frequente em grandes competições internacionais.
A publicação de Flávio Bolsonaro também gerou comentários porque a conquista do pentacampeonato mundial ocorreu em 2002, durante o governo de Fernando Henrique Cardoso. Lula venceu as eleições daquele ano, mas assumiu a Presidência apenas em janeiro de 2003, após o encerramento da Copa do Mundo disputada no Japão e na Coreia do Sul.
Independentemente das manifestações políticas, a eliminação brasileira representa mais um capítulo do longo jejum da Seleção em Copas do Mundo. O Brasil não conquista o torneio desde 2002 e volta a encerrar sua participação antes das fases decisivas, mantendo vivo o debate sobre planejamento, renovação do elenco e os rumos do futebol nacional.
Enquanto a Noruega celebra uma classificação histórica às quartas de final, o foco da Confederação Brasileira de Futebol passa a ser a avaliação da campanha e o planejamento para o próximo ciclo. Paralelamente, as manifestações de lideranças políticas mostram como acontecimentos esportivos de grande repercussão continuam sendo incorporados ao debate público e às disputas narrativas nas redes sociais.
