Quem era Paulo Soares, jovem videomaker que morreu no acidente com Rick
A confirmação da morte de Paulo Soares, de 24 anos, trouxe à tona a história de um jovem profissional que construía sua trajetória no setor audiovisual. Ele estava entre os cinco ocupantes do helicóptero que transportava o cantor Rick, da dupla com Renner, e que caiu na Serra de Santa Catarina.
Morador de Osasco, na Grande São Paulo, Paulo trabalhava profissionalmente com produção de conteúdo desde 2022. Apesar de ainda estar no início da carreira, já acumulava experiência em áreas como edição, produção de imagens e direção de fotografia.
Sua morte fez com que muitas pessoas conhecessem pela primeira vez o trabalho desenvolvido pelo jovem nos bastidores de projetos ligados ao entretenimento e à produção de conteúdo digital.
Paulo trabalhava com imagens e produção audiovisual
O profissional atuava em diferentes etapas da produção audiovisual, atividade que envolve desde a captação de imagens até a edição do material que posteriormente é publicado nas redes sociais.
Nos últimos meses, Paulo passou a trabalhar em projetos ligados ao empresário Bruno Avelar. Segundo informações divulgadas após o acidente, ele estava havia aproximadamente cinco meses na empresa do empresário.
A rotina profissional fazia com que o jovem acompanhasse viagens, eventos e compromissos relacionados aos projetos em que estava envolvido. O trabalho exigia o uso de câmeras, microfones e outros equipamentos utilizados na produção de conteúdos para plataformas digitais.
Essa proximidade profissional acabou colocando Paulo no mesmo voo que Rick e Bruno Avelar durante a viagem em Santa Catarina.
Últimas imagens foram registradas durante a viagem
Antes do acidente, Paulo chegou a compartilhar registros relacionados à viagem em suas redes sociais. Entre as imagens publicadas estava uma fotografia feita dentro do helicóptero, mostrando parte da paisagem durante o deslocamento.
Os registros ganharam outro significado depois que a aeronave desapareceu e as equipes de busca iniciaram as operações para localizar o helicóptero.
O voo havia partido de Porto Belo, no litoral catarinense, com destino a São Joaquim, na região serrana. Durante o trajeto, houve perda de comunicação com a aeronave, dando início a uma operação que mobilizou equipes terrestres e aéreas.
No dia seguinte, os destroços foram encontrados na região serrana. As autoridades confirmaram que nenhum dos cinco ocupantes havia sobrevivido.
Jovem construía carreira próxima ao entretenimento
Embora ainda tivesse apenas 24 anos, Paulo já buscava consolidar seu espaço no mercado audiovisual. O trabalho desenvolvido nos bastidores permitia que ele tivesse contato com artistas, empresários e diferentes projetos ligados à produção de conteúdo.
Para profissionais dessa área, viagens e eventos fazem parte de uma rotina que envolve registrar momentos, produzir vídeos e transformar experiências em materiais destinados às redes sociais.
Paulo seguia justamente esse caminho. Seu trabalho estava ligado a uma atividade que ganhou grande espaço nos últimos anos com o crescimento das plataformas digitais e a necessidade constante de produção de imagens.
A presença dele na viagem também mostra como profissionais que normalmente não aparecem diante das câmeras podem desempenhar um papel importante na construção dos conteúdos vistos pelo público.
Memória de Paulo permanece entre amigos e colegas
A morte do jovem profissional repercutiu especialmente entre pessoas que acompanhavam sua trajetória e seu trabalho. As imagens compartilhadas durante a viagem passaram a representar alguns dos últimos registros públicos de sua rotina profissional.
Para familiares e amigos, entretanto, Paulo não será lembrado apenas como o videomaker que estava no helicóptero com Rick. A trajetória construída desde 2022 representava um projeto profissional que ainda estava em crescimento.
A investigação sobre o acidente deverá analisar as circunstâncias que levaram à queda da aeronave e reunir informações sobre o voo. Enquanto esse trabalho prossegue, a história de Paulo Soares também passa a ser conhecida por um público maior.
Aos 24 anos, ele tinha escolhido o audiovisual como profissão e construía seu próprio caminho nos bastidores. A tragédia interrompeu uma trajetória que ainda estava começando, deixando registros de seu trabalho e lembranças entre aqueles que conviveram com o jovem profissional.
