União Progressista fecha apoio a Flávio Bolsonaro e amplia alianças no segundo turno
A disputa pelo Palácio do Planalto ganhou um novo capítulo nesta quarta-feira (7), com a confirmação do apoio da União Progressista à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A federação, formada por União Brasil e Progressistas, oficializou a decisão durante uma reunião com o candidato em Brasília.
O movimento amplia a rede de alianças construída por Flávio poucos dias depois do primeiro turno e coloca duas importantes legendas do cenário nacional ao lado da candidatura do PL. A eleição presidencial será decidida em 25 de outubro, quando Flávio enfrentará Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
União Brasil e Progressistas entram na campanha
A decisão da federação foi confirmada pelas direções partidárias e passou a integrar oficialmente a estratégia do segundo turno. Durante o encontro em Brasília, lideranças das duas siglas afirmaram que pretendem levar a mobilização para os estados.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), por exemplo, classificou o apoio como “incondicional” e afirmou que os parlamentares deverão retornar às suas bases para atuar na campanha. A declaração mostra que a aliança não ficará restrita à cúpula nacional e deverá envolver lideranças regionais.
Apesar disso, o apoio formal de uma legenda não determina automaticamente a escolha de todos os seus filiados ou eleitores. O voto é individual e secreto, e cada eleitor continuará responsável pela própria decisão nas urnas.
Apoio aumenta estrutura política de Flávio
A adesão da União Progressista ocorre em meio a uma sequência de aproximações políticas com Flávio. Antes do anúncio, o candidato já havia recebido o apoio de Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Na quarta-feira, além da federação, o Novo também formalizou sua adesão à candidatura.
Mais tarde, o Republicanos também anunciou apoio ao senador para o segundo turno, ampliando ainda mais o grupo de partidos que passou a integrar sua base eleitoral.
A movimentação coloca diferentes estruturas partidárias em torno da candidatura e pode ampliar a presença de Flávio nos estados, especialmente por meio de parlamentares, governadores e lideranças locais ligados às legendas.
Congresso também entra no cálculo eleitoral
O apoio dos partidos ocorre paralelamente às discussões sobre a composição do Congresso que assumirá em 2027.
Segundo levantamento da CNN Brasil, PL, União Progressista, Republicanos e Novo elegeram, juntos, 259 deputados para a próxima legislatura, o equivalente a pouco mais da metade das 513 cadeiras da Câmara. No Senado, essas mesmas siglas somarão 48 das 81 cadeiras.
A composição ganhou relevância depois de Flávio defender mudanças que dependeriam de aprovação do Congresso, incluindo alterações constitucionais em áreas como reforma tributária, maioridade penal e Judiciário.
Durante o encontro com a União Progressista, o candidato afirmou que algumas dessas mudanças precisariam ser feitas por meio de Propostas de Emenda à Constituição (PECs) e ressaltou que o processo legislativo deverá ser respeitado.
Segundo turno entra em nova fase
A confirmação do apoio da União Progressista ocorre em uma semana marcada por intensa movimentação entre as campanhas. Flávio passou a concentrar parte da agenda em reuniões com partidos, parlamentares eleitos e lideranças que podem ampliar sua estrutura política.
Na quarta-feira, além do encontro com a federação, o candidato participou de uma reunião com integrantes do Novo e de compromissos com parlamentares do PL.
Do outro lado, Lula também iniciou articulações para a segunda etapa da disputa e busca ampliar sua base entre partidos e lideranças que ficaram fora da corrida presidencial.
A sequência de alianças, entretanto, não permite antecipar o resultado da eleição. Apoios partidários podem ampliar estruturas de campanha e facilitar a mobilização regional, mas não determinam individualmente o voto dos eleitores.
Com a votação marcada para 25 de outubro, a disputa entra agora em uma fase de novas alianças, debates e apresentação de propostas. O apoio da União Progressista representa mais um movimento relevante na organização da campanha de Flávio, enquanto os próximos dias deverão mostrar como Lula e o candidato do PL irão disputar os eleitores que ainda não definiram sua escolha.
