O desfile de 7 de Setembro em Brasília contará, neste ano, com a presença de dois dos principais nomes do Congresso Nacional. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), confirmaram participação na cerimônia marcada para este domingo (7), na Esplanada dos Ministérios.
A presença dos dois parlamentares ganha destaque por ocorrer em meio ao calendário eleitoral e a um período de intensas articulações políticas para os próximos anos. O evento terá como temas centrais a soberania nacional, o combate ao feminicídio e a preparação do Brasil para a Copa do Mundo Feminina de 2027.
Além das autoridades do Executivo e do Legislativo, a cerimônia reunirá representantes das Forças Armadas e milhares de espectadores. A expectativa é de que aproximadamente 30 mil pessoas acompanhem o tradicional desfile, um dos principais eventos cívicos realizados anualmente na capital federal.
A participação de Hugo Motta e Davi Alcolumbre também acontece em um momento de aproximação entre lideranças do Congresso e o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Os dois parlamentares possuem interesses políticos importantes ligados ao futuro de suas carreiras e à composição das forças que deverão disputar espaço no Legislativo.
Motta trabalha para fortalecer sua influência política na Paraíba e ampliar a presença de seu grupo no cenário nacional. Alcolumbre, por sua vez, busca renovar seu mandato no Senado e preservar condições políticas que possam permitir sua permanência na presidência da Casa após o encerramento do atual mandato.
O encontro dos presidentes da Câmara e do Senado com Lula em uma solenidade de grande visibilidade coloca novamente os três personagens no centro das atenções. Em um período no qual alianças e apoios começam a ganhar importância, cada gesto político é acompanhado de perto por partidos e lideranças.
A trajetória recente dos dois presidentes do Congresso também ajuda a explicar o destaque da participação no evento. Em 2025, Davi Alcolumbre não esteve presente no desfile em Brasília e permaneceu no Amapá, estado que representa no Senado.
Hugo Motta participou da cerimônia naquele ano acompanhado da esposa e dos filhos. O presidente da Câmara ocupou um espaço na tribuna de honra ao lado do presidente Lula e da primeira-dama Janja da Silva.
Agora, o retorno de Alcolumbre ao evento e a nova participação de Motta ocorrem em um cenário político diferente. Ambos estão diretamente envolvidos nas discussões sobre alianças e articulações que poderão influenciar a composição das forças no Congresso a partir dos próximos anos.
Na Paraíba, Hugo Motta também utiliza sua articulação nacional para fortalecer seu grupo político. O presidente da Câmara buscou aproximação com o governo federal diante da candidatura de seu pai, Nabor Wanderley, ao Senado.
Lula, no entanto, mantém compromisso político com o senador Veneziano Vital do Rêgo, que também pretende disputar a reeleição. Mesmo sem um apoio declarado do presidente à candidatura de Nabor, Motta preserva sua proximidade com o Palácio do Planalto.
No Senado, a movimentação de Davi Alcolumbre está relacionada principalmente à sucessão da presidência da Casa. Seu atual mandato termina em 1º de fevereiro de 2027, quando os senadores deverão escolher uma nova Mesa Diretora.
Para continuar no comando, Alcolumbre busca construir uma ampla base de apoio. O Partido Liberal já indicou o senador Rogério Marinho como possível candidato à presidência do Senado, aumentando a disputa política em torno do comando da Casa.
A cerimônia deste 7 de Setembro está prevista para começar às 9h, na Esplanada dos Ministérios. Lula e a maioria dos ministros devem participar, embora a expectativa seja de que o presidente não faça discurso.
A programação inclui tropas das Forças Armadas, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros do Distrito Federal, veículos militares, tropas montadas e apresentações aéreas da Esquadrilha da Fumaça e da Força Aérea Brasileira. Assim, a celebração reunirá tradição cívica e temas que também refletem o atual momento político do país.
