Filho de Alexandre de Moraes tem Instagram invadido em meio à repercussão do caso Banco Master
O perfil no Instagram de Alexandre Barci de Moraes, filho do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi alvo de uma invasão nesta sexta-feira (11). Durante o acesso não autorizado, conteúdos foram publicados nos stories da conta e rapidamente passaram a circular nas redes sociais.
Segundo informações divulgadas pelo UOL e reproduzidas pelo QPO, as mensagens publicadas durante o episódio também indicavam que novos conteúdos poderiam ser divulgados posteriormente. A invasão ocorreu em um momento de grande repercussão em torno das investigações relacionadas ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro, o que aumentou a atenção sobre as publicações associadas ao nome da família do ministro.
Publicações levantaram dúvidas nas redes
Entre os conteúdos divulgados durante o período de acesso indevido estava a imagem de uma suposta reserva de hospedagem no Uruguai. O documento apresentado nas redes indicaria uma acomodação para 13 pessoas e apareceria em nome de Alexandre Barci.
A autenticidade desse registro, porém, não havia sido confirmada de forma independente. Também foi publicada uma mensagem anunciando que outras informações seriam apresentadas, acompanhada de acusações genéricas relacionadas a autoridades brasileiras.
Como os conteúdos foram publicados enquanto a conta estava sob acesso não autorizado, não há base para atribuí-los automaticamente ao proprietário do perfil. A circunstância é especialmente relevante diante da velocidade com que imagens e documentos compartilhados nas redes sociais podem ganhar alcance antes de serem devidamente verificados.
Comentários também ganharam repercussão
Além dos stories, fotografias antigas do perfil passaram a receber diversos comentários de usuários. Algumas mensagens fizeram referências a valores relacionados ao escritório ligado à família de Alexandre de Moraes e apresentaram críticas ao advogado.
Essas manifestações, entretanto, são comentários de terceiros e não equivalem a informações oficialmente confirmadas. A movimentação ocorreu justamente em meio à discussão pública sobre contratos, relações profissionais e documentos mencionados nas investigações envolvendo o Banco Master.
Alexandre Barci de Moraes atua no escritório Barci de Moraes, fundado e comandado por sua mãe, a advogada Viviane Barci de Moraes. Conforme informações citadas na reportagem, o escritório manteve contrato com o Banco Master e recebeu R$ 80,2 milhões em pagamentos durante 2024 e 2025.
A banca foi procurada para comentar a invasão e os conteúdos publicados durante o episódio, mas não havia manifestação registrada até o momento indicado na reportagem.
Nome aparece em documentos da investigação
O nome de Alexandre Barci também aparece em um relatório da Polícia Federal relacionado às apurações envolvendo Daniel Vorcaro. O documento passou a ser conhecido após a retirada do sigilo de parte do material.
Segundo as informações divulgadas, o relatório menciona mensagens nas quais Vorcaro teria solicitado a uma funcionária que providenciasse um convite para Giuliana de Moraes e, posteriormente, orientado que ela permanecesse junto do irmão.
O documento, contudo, não indicaria que Alexandre Barci tenha recebido um dos ingressos mencionados. Essa distinção é importante para evitar que diferentes informações do caso sejam apresentadas como se tivessem o mesmo grau de comprovação.
Invasão ocorre em momento de alta exposição
O episódio envolvendo o Instagram acontece em um cenário de intensa atenção pública sobre a família de Alexandre de Moraes e os desdobramentos das investigações relacionadas ao Banco Master.
Embora os responsáveis pela invasão tenham anunciado a divulgação de novos conteúdos, qualquer documento, imagem ou acusação publicada durante o comprometimento da conta precisa ser submetido a verificação antes de ser tratado como fato.
Até o momento, não havia confirmação independente sobre a autenticidade da suposta reserva no Uruguai ou sobre as demais afirmações divulgadas no perfil durante a invasão.
O caso também reforça um ponto importante: publicações realizadas em uma conta comprometida não podem ser automaticamente consideradas declarações de seu proprietário. A eventual divulgação de novos documentos poderá ajudar a esclarecer a extensão do ataque e separar informações verificáveis de conteúdos sem comprovação.
