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Pesquisa Quaest mostra Lula à frente e aproximação com Flávio Bolsonaro no 2º turno

A nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 apresenta um cenário de disputa acirrada entre os principais nomes que aparecem na eleição. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto no primeiro turno, com 38%, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aparece com 31%. A diferença de sete pontos percentuais chama atenção porque representa uma aproximação em relação a levantamentos anteriores realizados pelo instituto.

Divulgado em 14 de agosto, o levantamento mostra que os demais candidatos permanecem mais distantes dos dois primeiros colocados. Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) aparecem com 4% cada, enquanto Augusto Cury (Avante) e Romeu Zema (Novo) registram 2%. Samara Martins (UP) tem 1%. Outros nomes testados não alcançaram 1%.

Entre os entrevistados, 10% ainda não sabem em quem votar, enquanto outros 8% afirmaram que pretendem votar em branco, anular o voto ou não comparecer às urnas. O resultado indica que uma parcela significativa do eleitorado ainda pode mudar de posição durante o período eleitoral.

Lula e Flávio aparecem próximos no segundo turno

O cenário que mais chama atenção, porém, está na simulação de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse confronto, o presidente aparece com 43%, enquanto o senador registra 40%.

Apesar da vantagem numérica de três pontos para Lula, o resultado é considerado empate técnico, já que a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Na pesquisa anterior da Quaest, Lula aparecia com 44%, contra 39% de Flávio Bolsonaro. A nova rodada, portanto, mostra uma redução da diferença entre os dois candidatos em uma eventual disputa direta pelo Palácio do Planalto.

O resultado coloca esse cenário entre os principais pontos de atenção do levantamento, especialmente porque os números podem sofrer alterações durante a campanha, conforme novos acontecimentos políticos, debates, alianças e estratégias eleitorais ganhem espaço.

Outros cenários favorecem Lula

Nas demais simulações de segundo turno apresentadas pela pesquisa, Lula mantém vantagem mais ampla.

Contra Ronaldo Caiado, o presidente registra 44%, enquanto o governador aparece com 37%. No confronto com Renan Santos, Lula alcança 44%, diante de 36% do adversário.

Já na disputa simulada contra Romeu Zema, o levantamento aponta 45% para Lula e 34% para o governador de Minas Gerais.

Os números mostram uma diferença importante entre os cenários. Enquanto a disputa entre Lula e Flávio aparece dentro da margem de erro, os confrontos testados contra Caiado, Renan Santos e Zema apresentam vantagens maiores para o atual presidente.

Pesquisa foi realizada antes do início da campanha

O levantamento foi realizado presencialmente pela Quaest entre os dias 10 e 13 de agosto, com 2.004 eleitores.

A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-06773/2026.

É importante lembrar que pesquisas eleitorais representam apenas um retrato das preferências do eleitorado no período em que as entrevistas são realizadas. Os percentuais podem mudar ao longo da campanha, principalmente diante de fatos novos, debates entre candidatos, alianças partidárias e alterações no cenário político.

Corrida presidencial ainda pode mudar

Os dados divulgados pela Quaest mostram Lula na liderança do primeiro turno, mas também apontam uma redução da distância em relação a Flávio Bolsonaro. No segundo turno entre os dois, a diferença atualmente registrada é pequena o suficiente para configurar empate técnico dentro da margem de erro.

Ao mesmo tempo, os demais candidatos permanecem atrás nas simulações apresentadas pelo instituto, embora ainda exista tempo para mudanças no cenário eleitoral.

Com o avanço da campanha presidencial de 2026, novos levantamentos deverão ajudar a acompanhar a movimentação do eleitorado. Os números, entretanto, não representam o resultado da eleição, mas apenas o comportamento das intenções de voto no momento em que a pesquisa foi realizada.

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