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Fux ganha destaque em nova tensão no caso Banco Master

As discussões envolvendo o Banco Master abriram uma nova frente de tensão no Supremo Tribunal Federal (STF), desta vez com o ministro Luiz Fux no centro do debate. O cenário ganhou novos elementos após a divulgação de mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro, ex-controlador do banco, incluindo conversas com Rodrigo Fux, filho do magistrado.

Uma reportagem do Jornal da Cidade Online afirmou que Fux teria dito a pessoas próximas estar “pronto para a guerra” e que não pretende rever sua posição sobre o debate envolvendo Alexandre de Moraes. A declaração, porém, foi atribuída a interlocutores e não consta como manifestação pública ou documento oficial do ministro. Portanto, a expressão não pode ser tratada como uma fala confirmada de Fux.

O que está documentado é a posição adotada pelo ministro na sessão do STF de 15 de setembro. Fux acompanhou Edson Fachin, André Mendonça e Cármen Lúcia contra a reunião de procedimentos relacionados ao caso Master. Flávio Dino pediu vista e interrompeu a análise.

Mensagens envolvem filho de Luiz Fux

A controvérsia ganhou força depois que mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular de Vorcaro revelaram contatos com Rodrigo Fux. Segundo reportagens da Folha de S.Paulo, os diálogos indicam proximidade entre os dois, com conversas informais e encontros.

Em uma das situações divulgadas, Rodrigo teria orientado Vorcaro a encaminhar informações sobre um compromisso para a secretária de seu pai no STF. Também há registro de um encontro entre os dois em Nova York, em maio de 2024.

O escritório Fux Advogados afirmou que nunca prestou serviços ou recebeu pagamentos de Vorcaro, do Banco Master ou de empresas ligadas ao grupo. Segundo o escritório, houve apenas uma tentativa de aproximação comercial que não avançou.

A existência dos contatos, por si só, não comprova qualquer irregularidade. O conteúdo das mensagens precisa ser analisado junto com os demais elementos disponíveis.

Ministro nega relação pessoal com Vorcaro

Durante a discussão no Supremo, Luiz Fux afirmou que nunca manteve relação pessoal com Daniel Vorcaro e que não existem mensagens diretas entre os dois.

Novas informações, porém, passaram a integrar o debate. Segundo a Folha, mensagens indicam que empresas relacionadas a Vorcaro teriam custeado despesas ligadas a uma viagem a Nova York e a um almoço em homenagem a Fux.

O ministro afirmou que havia sido convidado pela Forbes para participar do evento e negou ter mantido contato com Vorcaro. A Forbes confirmou a participação da agência BeFly no patrocínio do almoço e informou que o Banco Master apoiou uma festa realizada posteriormente.

A Polícia Federal também entregou a Fux e a André Mendonça a íntegra dos dados extraídos do celular de Vorcaro, após pedidos feitos pelos ministros. Outros integrantes do STF também receberam acesso ao material.

STF ainda não concluiu análise

Na sessão de 15 de setembro, os ministros discutiram se procedimentos relacionados ao caso Master deveriam tramitar conjuntamente. Gilmar Mendes, Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin defenderam a reunião, enquanto Fachin, Mendonça, Fux e Cármen Lúcia ficaram do outro lado da discussão. O pedido de vista de Flávio Dino suspendeu a análise.

O próprio Supremo informou que o mérito das petições não foi analisado naquela sessão. A discussão ficou concentrada na forma de tramitação dos procedimentos.

As mensagens de Vorcaro também mencionaram pessoas ligadas a outros integrantes do Judiciário, ampliando o alcance da controvérsia. O material passou a levantar discussões sobre transparência, possíveis impedimentos e os critérios utilizados quando informações de uma investigação alcançam familiares ou pessoas próximas a ministros.

Até o momento, não há evidência pública suficiente para afirmar que a divulgação das mensagens envolvendo Rodrigo Fux tenha sido organizada especificamente para alterar a posição de Luiz Fux.

O julgamento permanece sem conclusão após o pedido de vista de Flávio Dino. Os próximos passos dependerão da retomada da análise pelo STF e da avaliação dos elementos reunidos pela Polícia Federal. Até lá, o caso exige distinção entre mensagens documentadas, declarações dos envolvidos e interpretações políticas sobre a disputa dentro da Corte.

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